Bom dia, leitores.
Ontem, depois de um bom almoço acompanhado das nossas mães (cremos que
vocês estavam bem acompanhados pelas suas), resolvemos nos deter em
muitos números, como os que o amigo Homem-Pássaro insiste em divulgar, de forma
criminosa.
Bem sabem os homens de Maracanã que documentos são provas. E provas se
reconhecem por dois detalhes: a assinatura de alguém que esteja ligada à
prova (ou um vídeo que mostre sua origem) e o respectivo reconhecimento dela.
Quando dissemos que Ícaro não ouviu Dédalo, tínhamos mesmo razão: Ele não
prestou atenção aos detalhes. O que pode fazer toda a diferença: se não há a
prova irrefutável do delito, ele pode ter sido fabricado com este intuito!
Ícaro é tolo. Não é besta. Associou, logo que pode, uma listagem à
secretaria que dirigiu no governo passado e que pode ter sido adulterada em sua
origem. Besta fosse, teria ele mesmo produzido seu conteúdo quando obteve a “prova”.
Ele simplesmente não pode usar a prova fraudulenta que obteve em um
tribunal, por exemplo. De bate-pronto, corre o risco de pagar um sério preço por sua
irresponsabilidade.
Deveria ter escutado Dédalo: “Não voe nem perto do mar, por que as asas
ficarão pesadas da umidade, nem perto do céu, pois o calor pode derreter a cera
das suas asas”.
E ele fez as duas coisas: a umidade do mar levou bolor às folhas do “esquemão”
criado por ele. O calor do sol derreteu sua consciência louca de ave e o fez
soltar a voz rouca e louca da vitória muito antes de poder comemorá-la.
Agora mesmo seu
olho deve estar ardido pela salinidade do mar que respirou antes de soltar as folhas...
É bom que aprenda a ser mais cauteloso da próxima vez que fizer uma
denúncia séria. Aliás, que sempre que fizer uma denúncia, use de provas convictas, inexpugnáveis, concretas.
Isso por que ainda espera ser perdoado pelos erros que cometeu na época
da campanha. Por exemplo, sua identidade — como o nosso amigo Nazareno bem
disse na rádio, ele é um senhor de vários nomes...
Por aqui, só o conhecemos como “Homem-Pássaro”.
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