quinta-feira, 2 de maio de 2013

O blog pergunta

Boa tarde, leitores.

Temos uma pergunta a fazer. O que é mais importante: educação ou diversão?

Independentemente da sua resposta (existe quem ache melhor uma boa aparelhagem), a qual respeitamos muito, a PNAD — Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar mostrou alguns dados interessantes.

Enquanto existem 6.557 pessoas em nosso município com idade economicamente ativa (15 anos ou mais) e sem o ensino fundamental completo, somos apenas 250 formados em curso superior. Está no site do IBGE. A mesma pesquisa (os números são de 2011) mostra que nossa economia é extrativista, que tem os mais baixos salários de toda a cadeia produtiva.

Nada contra quem escolheu pescar ou vender o peixe no mercado. Muito menos contra quem escolheu uma profissão que não requer muito ensino. A questão é que quem tem mais estudo sabe mais. E sabendo mais, ganha mais. Em alguns casos, isso ainda traz emprego.

Claro que existe quem fuja à regra. Uma pessoa pode ter uma boa ideia e, simplesmente, jogar as sementes de feijão na terra fértil — e ganhar muito dinheiro com isso.

Pensem na possibilidade de milhares de empregos sendo criados com mais pessoas de nível superior em nossa cidade. E isso favorece todos: desde a lavadeira, que faz um bom serviço, até o jovem que sonha em ter o seu próprio espaço.

Os números são fortemente favoráveis: se, ao invés de colhermos um quilo de tomates e vender na feira, resolvêssemos pegar a metade disso para transformar em molho teríamos mais gente daqui trabalhando e ganhando mais dinheiro.

Se em vez de vendermos um quilo de peixe resolvêssemos filetá-lo, teríamos outro tanto de gente trabalhando e ganhando o seu dinheiro. Quando resolvemos apenas colher e vender, deixamos de ganhar um bom dinheiro.

Esse “incremento na produção” só traz vantagens. Primeiro por que deixa mais dinheiro aqui. Depois, porque traz mais dinheiro pra cá. É uma cadeia muito boa para a gente!

Se pensarmos direitinho, o trabalho que precisamos está na decisão de industrializar nossa produção. E estamos entregando isso para gente que quer ganhar mais do que nós!

Maracanã já foi terra de bons alfaiates, bons sapateiros, que faziam bons ternos e calçados. A cidade tinha grande procura por eles, gente que vinha de fora. Que tal trazer essa gente pra comprar em nossa terra de novo?

Encheríamos os hotéis de turistas, a cidade de empregos, e tudo o que precisamos fazer é aumentar nossa preocupação com a educação.

Quem topa fazer mais pela Educação?

A Prefeitura de Maracanã já topou!

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