“Ai que saudades que eu tenho
da aurora da minha vida
a minha infância querida
que os anos não trazem mais”
Meus oito anos
Casimiro de Abreu
Casimiro de Abreu foi um poeta romântico. Criou e versificou "meus oito anos" velho, talvez prevendo a dureza da vida adulta, embora não tivesse 20 anos — ele faleceu aos 21, em Nova Friburgo, RJ. Talvez também tenha sentido a falta do colo gostoso, as cantigas de ninar de sua mãe...
Todos nós sentimos, depois da maturidade, as saudades desse colo gostoso. A inocência dos corres-corres com os amigos. Quando havia tombo, bastava correr chorando para a mãe: "machuquei o joelho!". Ela se põe a matar meio mundo para curar as feridas, não importando nada mais!
Fiquemos hoje com nossas mães, relembrando o passado pueril, onde trepávamos as árvores apanhando as frutas maduras. Relembrando o tempo onde podíamos simplesmente nos atirar em seus colos, querendo carinho.
Com certeza ela sabia — e ainda sabe — resolver nossos problemas.
Nós, da Prefeitura de Maracanã, gostaríamos de parabenizar todas as nossas mães, sejam Marias, Rosanas, Joanas ou Lúcias. A nossa e as suas.
Também desejamos que, de algum lugar, suas mães possam os confortar novamente debaixo de suas asas, como uma ave que protege o filho. E lhe faça sentir, novamente, a aurora dos seus oito anos!
Só trate de devolver para ela, em dobro, todo esse carinho.
Ela merece, afinal!!
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