quarta-feira, 17 de abril de 2013
Bom dia, amigos leitores.
Ontem nossa equipe resolveu dividir trabalho. E quanto trabalho! Só não postou porque cada um com sua função, resolvemos pesquisar três assuntos distintos. Equipe enxuta e modesta, não queremos errar onde mais temos batido a tecla: Educação.
Tanto é que hoje resolvemos começar uma série de artigos para ajudar o maracanaense a escrever melhor: A reforma ortográfica do nosso querido — e tão maltratado — Português.
É por ser um assunto delicado, mesmo entre quem precisa sabê-lo corretamente, que resolvemos fazer uma série. E ela não será curta, uma vez que pretendemos falar um pouco sobre algumas palavras, tirar dúvidas dos leitores sobre alguns termos, fornecer pesquisas, ajudar a desmistificar o tema, nunca encerrá-lo.
Vamos começar pelo decreto presidencial que prorrogou a transição, assinado pela presidente (e não presidenta, grifo nosso, por entendermos que o sufixo ENTE é o único correto) Dilma Rousseff, no dia 27 de dezembro de 2012 até o dia 31 de dezembro de 2015 para que as pessoas se adequem a nova forma de escrever (uma vez que o ex-presidente Lula já havia dado a data de 31 de dezembro de 2012 para que a forma antiga não fosse mais usada).
Por tanto, quem ainda não aprendeu a nova norma ortográfica, ainda dá tempo.
O DECRETO PRESIDENCIAL:
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição,
D E C R E T A :
Art. 1º O Decreto no 6.583, de 29 de setembro de 2008, passa a vigorar com as seguintes alterações:
"Art. 2º ...................................................................................
Parágrafo único. A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida." (NR)
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 27 de dezembro de 2012; 191º da Independência e 124º da República.
DILMA ROUSSEFF
(retirado do site http://www2.planalto.gov.br/imprensa/noticias-de-governo/acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa-entrara-em-vigor-em-2016)
O uso de um elemento em um texto não pode ser alterado em caso de publicações oficiais, motivo pelo qual não alteramos a palavra PRESIDENTA, mesmo que entendamos ser uma grafia errada da palavra. E vamos explicar o porquê
“Proveniente do latim –āns, -antis, o sufixo nominal –ante/-ente/-inte é formado da vogal temática dos verbos mais o sufixo –nte do particípio presente latino. Por esta razão, apresenta casos de alomorfia, como nas formações ajudante, descrente, pedinte etc. –Ante/-ente/-inte exprime a ideia de agente da ação, formando nomes, ou exprime qualidade ou estado, formando adjetivos (Coutinho, 1976)”. (leia mais clicando aqui)
Passemos então ao que nos propusemos: Falar sobre a reforma ortográfica.
B A S E I
Do alfabeto e dos nomes próprios
estrangeiros e seus derivados
1º) O alfabeto da língua portuguesa é formado por vinte e seis letras, cada uma delas
com uma forma minúscula e outra maiúscula:
Obs.:
1. Além destas letras, usam-se o ç (cê cedilhado) e os seguintes dígrafos: rr (erre duplo), ss (esse duplo), ch (cê-agá), lh (ele-agá), nh (ene-agá), gu (guê-u) e qu (quê-u).
2. Os nomes das letras acima sugeridos não excluem outras formas de as designar.
2º) As letras k, w e y usam-se nos seguintes casos especiais:
a) Em antropónimos/antropônimos originários de outras línguas e seus derivados: Franklin, frankliniano; Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Wagner, wagneriano; Byron, byroniano; Taylor, taylorista;
b) Em topónimos/topônimos originários de outras línguas e seus derivados: Kwanza, Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano;
c) Em siglas, símbolos e mesmo em palavras adotadas como unidades de medida de curso internacional: TWA, KLM; K-potássio (de kalium), W-oeste (West); kg-quilograma, km-quilómetro, kW-kilowatt, yd-jarda (yard); Watt.
3º) Em congruência com o número anterior, mantêm-se nos vocábulos derivados eruditamente de nomes próprios estrangeiros quaisquer combinações gráficas ou sinais diacríticos não peculiares à nossa escrita que figurem nesses nomes: comtista, de Comte; garrettiano, de Garrett; jeffersónia/jeffersônia, de Jefferson; mülleriano, de Müller, shakespeariano, de Shakespeare.
Os vocabulários autorizados registrarão grafias alternativas admissíveis, em casos de divulgação de certas palavras de tal tipo de origem (a exemplo de fúcsia/ fúchsia e derivados, buganvília/ buganvílea/ bougainvíllea).
4º) Os dígrafos finais de origem hebraica ch, ph e th podem conservar-se em formas onomásticas da tradição bíblica, como Baruch, Loth, Moloch, Ziph, ou então simplificar-se: Baruc, Lot, Moloc, Zif. Se qualquer um destes dígrafos, em formas do mesmo tipo, é invariavelmente mudo, elimina-se: José, Nazaré, em vez de Joseph, Nazareth; e se algum deles, por força do uso, permite adaptação, substitui-se, recebendo uma adição vocálica: Judite, em vez de Judith.
5º) As consoantes finais grafadas b, c, d, g e t mantêm-se, quer sejam mudas, quer proferidas, nas formas onomásticas em que o uso as consagrou, nomeadamente antropónimos/antropônimos e topónimos/topônimos da tradição bíblica: Jacob, Job, Moab, Isaac; David, Gad; Gog, Magog; Bensabat, Josafat.
Integram-se também nesta forma: Cid, em que o d é sempre pronunciado; Madrid e Valhadolid, em que o d ora é pronunciado, ora não; e Calecut ou Calicut, em que o t se encontra nas mesmas condições.
Nada impede, entretanto, que dos antropónimos/antopônimos em apreço sejam usados sem a consoante final Jó, Davi e Jacó.
6º) Recomenda-se que os topónimos/topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente. Exemplo: Anvers, substituído por Antuérpia; Cherbourg, por Cherburgo; Garonne, por Garona; Genève, por Genebra; Jutland, por Jutlândia; Milano, por Milão; München, por Munique; Torino, por Turim; Zürich, por Zurique, etc.
Quem achar melhor pegar o texto completo da íntegra do acordo ortográfico de uma vez, pode recorrer a este site. O conteúdo está em PDF (baixe o programa Adobe Reader aqui)
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